A realidade por trás das grandes marcas.

23 jul

trabalho-escravo

Acredito que a maioria das pessoas ouviu falar a respeito dos bolivianos escravos aqui no Brasil, mais especificamente em São Paulo, todo aquele bafafá da Zara e de outras tantas empresas… Antes de tudo quero deixar claro que não estou aqui para fazer denúncias de ninguém, só argumentar.

Os grandes magazines e as grandes marcas, normalmente, compram roupas de diversos fornecedores ou terceirizam oficinas de costura, e deveriam fiscaliza-los para terem noção da origem de cada peça, no entanto as coisas não são assim e demorou muito tempo para esse assunto “estourar” e se tornar importante. O ecologicamente correto, que está tão em alta, está totalmente ligado à mão de obra, e não somente dos trabalhadores dentro de uma confecção, mas também dos trabalhadores do campo que colhem as fibras; e como se não bastasse, dentro do ramo das fibras ainda existem diversos pontos que apontam o ecológico ou não, e isso vale para cada parte do processo de produção de uma roupa (plantação e colheita das fibras, fiação, tecelagem e finalmente confecção). Sim, o assunto é BEM mais expansivo do que parece, não está limitado apenas com visita de fiscais em confecções brasileiras, tem tudo o que cerca uma confecção; também vale lembrar que o auge do trabalho escravo não está concentrado no Brasil (apesar de nosso país ter MUITAS oficinas desse tipo), muitas marcas tem sua fabricação em países pobres, geralmente da Ásia. Trabalhadores que não ganham nem metade do que merecem, trabalhando cerca de 12 horas por dia e ganhando cerca de R$2,00 (por peça) pra produzir uma peça que será vendida por R$100,00.

Não estou aqui “pagando” de santa, também consumo roupas que vem desses trabalhadores, é difícil se desvincular disso, é necessário uma mudança de hábitos e até cultura, passar a consumir peças de costureiras ou confecções locais, onde o trabalho seja justo, as vezes passar até mesmo a fabricar suas próprias roupas. Ou melhor ainda: as grandes marcas e magazines deveriam passar a dar mais importância à origem de suas roupas, já que ela está totalmente ligada a qualidade de cada uma das peças.
Observando as liquidações outro dia fiquei até indignada com o que as marcas fazem com nós mesmos. Não satisfeitas em explorar os trabalhadores, exploram ainda os consumidores… Aquela blusa que custava R$80,00 sendo vendida por R$30,00. Acredito que, se é para cobrar caro nas roupas, que paguem justamente os trabalhadores. Quando consumimos um produto mais caro, que seja um jeans de R$200,00 esperamos uma qualidade relativamente boa por trás dele, e isso não existe quando vem de trabalho escravo.

Exitem muitas coisas a serem discutidas sobre a industria textil, muitas coisas que precisam ser mudadas. Mas esse não é o momento. Para finalizar deixo dois vídeos, o primeiro é do Profissão Repórter e é curto (trata apenas da área têxtil), já o segundo é do A Liga e é mais longo (trata do trabalho escravo em 3 áreas):

 

xx, Lu.

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2 Respostas to “A realidade por trás das grandes marcas.”

  1. Ludimara Souza 13/01/2014 às 12:49 #

    Oi tudo bem?! Cheguei no seu blog por acaso rsrs e confesso que não vi os vídeos, mas li o post. Concordo com o que você disse, é muito difícil se desvincular dessas marcas e que os grandes armazéns deveriam ter um controle sobre a procedência das roupas.
    Acho um desaforo cobrarem 200 reais por uma roupa que não custou nem 20, acho uma falta de respeito, porque ninguém gosta de jogar dinheiro fora, e se estamos pagando caro é por qualidade e realmente, isso não é possível quando falamos de trabalho escravo.
    Ótimo post!
    Beijos!

    Prioridades femininas

    • rotinadamoda 13/01/2014 às 20:41 #

      Oi, Ludi, tudo ótimo e com você?
      Fico feliz que tenha comentado aqui sobre isso, esse é um dos meus posts preferidos. É realmente lastimável pagar um valor que não é o real, espero que um dia tudo isso mude pra melhor. Não é fácil costurar roupas e os trabalhadores deviam ser corretamente recompensados, se isso fosse feito, a pobreza no mundo diminuiria muito.
      Obrigada, viu?! Beijo!

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